É, estou falando de Ivete Sangalo. Que ela é uma das maiores estrelas da cultura pop brasileira - e não estou discutindo opiniões, estou falando de números - é difícil negar. Ivete já vendeu milhões de cópias de seus discos, faz mais de uma centena de show por ano e já foi vencedora de um Grammy Latino, além de acumular uma outra dezena de prêmios na estante. É difícil imaginar que a carreira da cantora pudesse tornar-se ainda maior, but guess wut: o show de Ivete Sangalo em NY prova que ainda existem novos caminhos a serem percorridos.

Shows da cantora em terras estrangeiras não são novidade. Aliás, longe disso: Ivete acumula um número de shows, inclusive na terra do Tio Sam, de fazer inveja. E por que esse em NY, no início de setembro, foi tão importante? Porque atraiu novos públicos e uma atenção até então inédita da imprensa norte-americana. Se antes Ivete juntava a comunidade brasileira ao redor do palco, ela foi capaz de reunir, dessa vez, um público composto também por americanos, o que a própria chamou de "novos fãs".
As 15 mil pessoas que assistiram ao show em volta do palco do Madison Square Garden parecem poucos se comparados ao público de 50 mil que encheu o Maracanã para ver a baiana em 2006. O que esses 15 mil representam, no entanto, é tão emblemático quanto um Maracanã cheio. O DVD, batizado de "Multishow ao Vivo - Ivete Sangalo no Madison Square Garden" tem previsão de chegar às prateleiras ainda esse ano.

Aos 38 anos, Ivete Sangalo é uma novidade muito bem-vinda nos Estados Unidos. Se isso, em grande parte, se deve ao carisma indubitável da musa do axé [music], também, por outro lado, tem a ver com o novo interesse do mundo pela crescente economia brasileira. A energia de Ivete, que sintetiza em si todo o Carnaval, mereceu comparações em jornais americanos (e brasileiros) com Beyoncé. Você pode gostar ou não da música da baiana, it's up to you. Mas é impossível negar que ela seja uma estrela de primeira grandeza nas terras tupiniquins.
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